Domingo, 1 de Janeiro de 2012

Evasão e convívio na despedida de 2011

Houve tudo o que se deseja para o último dia do ano: mar calmo, sol a brilhar, temperatura amena, vento qb+, companhia simpática e boa disposição geral.

A velejada a Cascais foi rápida mas deu para arejar e lembrar o clima extraordinário que temos em Oeiras.

Que venha 2012 e com ele mais bons momentos de pura evasão e convívio.

Sábado, 25 de Junho de 2011

Rui Soares regressa a Oeiras a bordo do Thor VI

Rui Soares regressou a Oeiras a bordo do Thor VI após 20 meses à volta do Mundo! É com imensa alegria que recebemos o nosso amigo e companheiro de cruzeiros Rui Soares. veja todo o relato da sua aventura no blog Thor VI



clique na imagem para ver video TVI
A história de Rui Évora Soares

Domingo, 19 de Junho de 2011

Após "fabricos", Wilma regressa à água.

Como habitualmente, antes de cada Verão, o Wilma beneficia de uma operação de manutenção, indo a seco, fazendo uma inspecção das obras vivas, retoques, pintura do fundo e outros trabalhos que se considerem necessários. Este ano reparou-se já a caldeira da água quente, desempenou-se o veio do hélice e substitui-se este pelo de reserva em melhores condições, operação que requereu a suspenção do motor. Já na água far-se-ão ainda outros trabalhos antes da temporada de verão: guincho eléctrico (ferro), novos estofos e cortinas, novos chão interior,  envernizamento de madeiras, etc.
Fica assim claro que a Meridiano 10 está a concretizar, ano após ano, a certeza do anterior proprietário do Wilma (Eng. Guimarães Lobato) que afirmou em tempos "ter a certeza que o Wilma será bem tratado pelos novos donos".

Domingo, 15 de Maio de 2011

Cruzeiro a Sevilha e Gibraltar

O Wilma regressou no passado dia 13 de Maio a Oeiras após 18 dias de mar ao longo dos quais realizaram-se 3 programas em sequência:

  • a 2ª Expedição SPEA - APM10, desta feita desde Oeiras a V. R. de Santo António, tendo-se assim terminado o primeiro varrimento da costa continental portuguesa.
  • um cruzeiro a Sevilha integrado na frota da ANC por ocasião da Feria da Capital da Andaluzia
  • um cruzeiro a Gibraltar e regresso a Oeiras

Nestes 3 eventos participaram vários Associados; destaque para EG e AA que asseguraram a tripulação base da Expedição e dos Cruzeiros.

No regresso de Gibraltar o Wilma teve a ocasião de mostrar as suas características de alto mar ao navegar tranquilamente com mar de popa e ventos de 40 nós ao largo de Tarifa, conforme testemunha o presente video.

Sexta-feira, 8 de Abril de 2011

1ª Expediçã​o APM10-SPEA: a perspectiva "cruzeirista"








1ª Expedição APM10/Spea. 1ªParte de 18 a 25 de Março de 2011.

Caros Associados e Amigos

A APM10 concluiu com assinalável êxito a primeira semana da expedição. Por todos os motivos: porque levámos o Wilma ao Norte ainda antes de começar a Primavera; porque navegámos nas duas noites do maior luar de há 18 anos; porque dormimos confortavelmente ; porque comemos soberbamente ; porque acertámos na semana meteorológica; porque fizemos velejadas extraordinárias; porque aportámos a locais estreia para a APM10; porque mantivemos uma óptima camaradagem a bordo; porque vimos muitas aves e muitos golfinhos; porque chegámos cheios de saudades.

Sexta-feira, 18/03: Largámos de Oeiras pelas 15h30 rumo ao Cabo Raso com vento pelo través e algum motor. Esperáva-nos um vento fresco de Norte que obrigou a reduzir pano e enrolar a genôa .Até à Figueira da Foz, aonde chegámos por volta das 10h00 de Sábado, mantivemos o andamento com auxílio motorizado para contrariar a ondulação desencontrada mas com predominância Norte. Um nunca visto luar iluminava tudo em nosso redor. Porque estávamos perto do equinócio a Lua era já visível ao pôr do Sol. Para o fim da viagem, agora com mar mais calmo e temperatura agradável, à nossa chegada, um ligeiro nevoeiro encobria a barra mas não nos dificultou a aterragem. Depois de se tratarem das questões oficiais de chegada fomos tomar banho e almoçar à "Caçarola Um". Magnifico o Polvo à Lagareiro..

Sábado, 19/03: Para cumprir o horário, à hora da práia-mar, 15h30, zarpámos rumo a Viana do Castelo. Mais uma noite de luar extraordinário... mar algo desencontrado até meio da viagem... vento de Norte fraco...noite calma... e chegada a Viana do Castelo pelas 10h00 de Domingo. Almoço na casa da Linda, restaurante a recomendar...visita ao Gil Eanes, antigo navio hospital da frota pesqueira nacional, agora transformado em museu e hostel... recepção aos 3 novos tripulantes... despedida do MM que regressou a Lisboa.

Segunda-feira, 21/03: Pelas 6h00 o WILMA zarpa de Viana do Castelo com rumo a um WP a 4 NM a Oeste de Caminha. Para lá chegar fizemos uma bela velejada em bolina cerrada com vento fresco. Depois começámos a descida com rumos em zig-zag entre as 4 e as 7 milhas da costa até á Povoa de Varzim... sempre em boas velejadas ora à bolina ora a um largo até o vento permitir. O almoço a bordo em hora de calmaria, sempre assinalado ( com o sino), e confeccionado com muito esmero pelo AA foi degostado ao largo, em dia de equinócio, e soube muito bem. Tinha chegado a Primavera....

Terça-feira, 22/03 : Sempre a cumprir horário, às 6 , o WILMA retoma a sua derrota , agora rumo a Aveiro. Esta era a primeira vez que a APM10 entraria a barra de Aveiro... Julgo que o Wilma já lá teria estado em anos anteriores pela mão do seu antigo armador o Engº Guimarães Lobato. Há muito tempo que imaginava o Wilma a entrar esta barra. Tinha visto por terra ,alguns anos atrás, as grandes massas de água a moverem-se, junto ao farol da barra, associadas a uma ondulação acentuada, o que permitia concluir que não seria a toda a hora que se entraria com facilidade. Esta observação ocasional num dia de passeio familiar influenciou o planeamento da viagem num particular que foi chegar a Aveiro com a enchente e à volta de uma hora antes da praia-mar. Efectivamente fizemos a entrada da barra muito suavemente dado que não havia ondulação e com o Wilma a quase 10 nós de SOG. Tal era a corrente no canal principal da Ria. Passámos por muitas embarcações pesqueiras atracadas aos diversos cais. Uma delas, o StaMariaManuela, lugre de 4 mastros utilizado na antiga frota bacalhoeira e agora recuperado tal com o Creôla. A seu lado o Polar , navio da mesma classe, a aguardar o restauro. Na marina de AVELA esperáva-nos o Vilela de Matos do “Dominó”, o César Ferreira do “Wacapou” e o Sr Carvalho que receberam o Wilma e a sua tripulação com todas as honras. O resto da tarde serviu para fazer o abastecimento do Wilma dado que a partir daqui aumentávamos a tripulação ( passámos a ser ao todo 7 com a chegada da Ana e do Vilela) e a cozinha tinha de funcionar sem constrangimentos...À noite fomos todos jantar ao Bacalhau do Baptista...para alguns o melhor bacalhau de Aveiro. Foi de tal forma bem servido que ainda deu para parte do nosso almoço no dia seguinte.

Quarta-feira, 23/03: Depois de uma noite bem dormida, acordámos ao som do despertador que nos impunha mais uma viagem, desta vez até ao porto da Figueira da Foz. A saída de AVELA, ainda o Sol não tinha nascido, fez deslizar o WILMA para a barra ao sabor da corrente de vazante que já se fazia sentir logo após o estofo da praia-mar da manhã. Tudo muito suave, uma ligeira brisa matinal de Leste ajudava a saída da barra com as velas, a grande e a mezena, já em funcionamento. A meteorologia dava previsões de que haveria uma depressão junto ao Cabo Mondego para a tarde deste dia. Efectivamente navegámos com o céu ligeiramente encoberto mas nunca apanhámos chuva até ao destino. Nem refregas muito intensas que se previam. Avistávamos sempre à nossa frente o céu mais carregado e analisávamos pelo radar os chuviscos a algumas milhas em redor. Por sorte navegámos sempre sem chuva. O almoço contou com várias especialidades entre as quais o "Bacalhau à Baptista" que tinha vindo do jantar de ontem e o "Bacalhau à AA" que, como não sabíamos que íamos jantar em Aveiro tal ementa, já tinha sido planeado pelo nosso "cozinheiro". E foi um belíssimo almoço em que bebemos um tinto, algo complexo, da zona da Serra de Montejunto que acompanhou muito bem, alíás, que nos tem vindo a acompanhar muito bem. Para os mais inebriados com estes assuntos enológicos trata-se de um "Francisco 2010". E depois de se contarem todas as aves que por ali andavam chegámos à Figueira da Foz aonde fomos muito bem recebidos por um náutico da GNR que nos fez as honras à nossa chegada. Depois dos duches e de um passeio à cidade , nesta noite, ninguém jantou porque estavam todos a fazer a digestão do bacalhau do almoço.

Quinta-feira, 24/03: ...e , não falha, às 6 é hora de ir andando. Peniche será agora o nosso destino. Navegámos á vela e a motor quando o vento fraquejava ou íamos em rumos de contra o vento. Havíamos de cumprir um percurso em zig-zag com uma velocidade de 6 knot. Neste dia reservámos um período de 15 minutos para fazer uma demonstração de pesca à linha, ao fundo. Como estávamos a 7 milhas da costa a profundidade era superior a 100 metros. Estávamos quase em cima do Canhão da Nazaré. Assim, a demonstração deixou muito a desejar dado que só tínhamos para aí uns 50 metros de fio de pesca no carreto. Com a chumbada a boiar a meio do fundo não augurávamos grande sucesso, mas, vá lá, quando já nada se esperava e quando se recolhia o fio, demos , inesperadamente, com uma cavala no enzol. Momento muito aplaudido com a chegada da cavala que nos quis vir cumprimentar. Dada a sua simpatia e a sorte que teve do pessoal estar já com uma grande dose de bacalhau devolvemo-la ao mar para ter outro destino..... E, avistámos as Berlengas. Linda de se ver, a Berlenga Grande, apresentava-se com tons de uma vegetação em roxo... a anunciar a Páscoa que se aproxima. Depois a entrada em Peniche e a seguir uma caldeirada de peixe num dos restaurantes da cidade. Já se notam algumas obras de recuperação dos antigos canais da cidade que, em conjunto com o projecto da nova marina, deverá colocar Peniche ainda mais apetecível para a náutica de recreio.
Sexta-feira, 25/03:.. 6 horas, ...novamente o despertador... não lhe faltou a bateria . Agora era a última perna até Oeiras. E lá fomos descendo, com aves e golfinhos à nossa volta...todos bem contados...Encantados. Ao largo a 7 milhas a Oeste do Cabo Raso cruzou pela nossa prôa um carregueiro rumo a Cascais. Nós rumámos à Bóia de Espera e, como mandam as boas regras, fizemo-nos, depois, à barra a 047º. Sem vento, com mar chão e temperatura muito agradável, o Bugio é já ali, chegámos à Marina de Oeiras à hora.
Por último, os agradecimentos a esta magnífica Tripulação, à APM10 , à Spea e à Meteorologia, que me proporcionaram um dos melhores cruzeiros que já fiz. EG.



Domingo, 20 de Março de 2011

Colaboração APM10 - SPEA: acordo e início de actividades

A APM10 e a SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, link) estabeleceram uma colaboração no sentido efectuar censos marítimos de aves e contribuir assim para o desenvolvimento das bases científicas e técnicas necessárias para a aplicação de medidas de gestão e conservação da natureza.

O projecto decorrerá ao longo de 2011 e 2012 e fará um varrimento da costa de Portugal Continental por 3 vezes, cada uma a ser efectuada em duas etapas. A APM10 cede apoio ao planeamento e operação marítima das expedições enquanto que a SPEA assegura os trabalhos científicos propriamente ditos.

As duas organizações assinaram o acordo no dia 25 de Fevereiro e os trabalhos estão já a decorrer. Uma tripulação APM10 efectuou este fim-de-semana a viagem Oeiras - Viana do Castelo, cidade onde a primeira expedição terá início amanhã às 6H00 estando a chegada a porto de origem prevista para a tarde de dia 25 de Março.

A colaboração APM10 - SPEA enriquece a Associação ao dar acesso aos Associados a novas formas de navegar, agora inserido num programa de observação da natureza, um vector previsto no projecto associativo inicial.

Acompanhe as actividades APM10 neste local, contamos vir a dar mais notícias deste projecto logo que possível.

Segunda-feira, 20 de Dezembro de 2010

Peregrinação Infante D. Henrique 550 anos

No passado mês de Novembro, concretamente entre o dia 12 e o dia 15, a Meridiano10 organizou mais um cruzeiro. A Associação deu resposta assim ao amável convite feito a todos os nautas para participarem na celebração dos 550 anos da morte do Infante D. Henrique: o ponto alto seria a peregrinação a efectuar por uma frota de embarcações de recreio, de pesca e de guerra que se juntariam na baia entre cabos em Sagres. "Seria", porque o programa oficial foi um fiasco a todos os níveis e o que valeu mesmo foi a viagem e acima de tudo o convívio, com destaque para o almoço no Wilma fundeado na Baleeira no dia 13. O video seguinte está disponível em HD:

A viagem fez-se com plena instabilidade meteorológica; contamos com uma depressão a SW que nos facilitou a viagem de regresso. Tivemos muito mar e vento e foi um cruzeiro tipicamente de inverno: saída na sexta-feira à tarde directos à Baleeira, regresso no mesmo dia para Sines, paragem em Sesimbra e chegada a Oeiras no dia 15. A tripulação (5 pessoas) portou-se à altura não só a pilotar e a tratar das "marinheirias" mas também no convívio e companhia. O Wilma foi o único veleiro a sair de Lisboa e demonstrou quão verdadeira é a máxima da APM10: "venha praticar vela de cruzeiro todo o ano quando quiser!"

Segunda-feira, 1 de Novembro de 2010

Velejada rápida a Lisboa com tripulação mínima

Condições meteorológicas tipo Verão de São Martinho: vento 4 com rajadas 30+ nós. O mar estava razoável, calmo dentro do Rio. A tripulação foi a mais reduzida possível: apenas um Associado
O destino escolhido foi Lisboa ainda que contra a corrente, principalmente por ser haver uma regata e haver curiosidade em ver outros veleiros.

Aposta ganha. O vento estava rijo e com refregas, optou-se por envergar apenas a genoa e a mezena, até por conforto da "tripulação reduzida". O Wilma gosta de vento, decididamente, e dá um grande gozo a quem o tripula. Não sendo um barco rápido, sente-se conforto e a segurança, e a viagem a Lisboa foi feita em menos de 2 horas.



Fui até à ANL onde estava o barco da comissão de regatas e onde mudei de bordo e regressei a Oeiras. No sentido de Lisboa a corrente desfavoravel de 2 nós fez-nos demorar mais de 1 hora. Já o caminho de regresso foi feito em 40 minutos tendo-se registado SOGs de 9,5, um espectáculo!

Mais uma boa velejada, desta feita "single-handed".